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Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança

Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, primogênito do Príncipe Dom Luiz, nasceu em 13 de setembro de 1909, no exílio, e foi batizado com água levada do Chafariz do Largo da Carioca.

Dom Pedro Henrique herdou diretamente de sua avó, a Princesa Isabel, a Chefia da Casa Imperial do Brasil, uma vez que seu pai já era falecido quando a Redentora encerrou seus dias.

Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança em sua infância

Chegado ao Brasil, dedicou-se desde logo à agricultura, que exerceu com empenho no Paraná e depois no Estado do Rio de Janeiro.

Dom Pedro Henrique tinha plena consciência de que — se não era oportuno que desenvolvesse aqui um papel político — restava-lhe, porém, um grande papel de ordem social a desempenhar.

Pois a sociedade brasileira como um todo — incluída nessa designação todas as classes sociais — sempre conservou admiração e respeito para com a Família Imperial, o que se pode afirmar, sem distinção de colorido político, tanto dos brasileiros republicanos, quanto dos que continuaram fiéis à causa monárquica.

Dom Pedro Henrique deu ao Brasil o exemplo de um chefe de família modelar, que com sua esposa, a Princesa Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, ensinou aos seus doze filhos que, mais ainda do que quaisquer outros brasileiros, têm pesadas obrigações para com a Pátria, e que devem estar dispostos a servi-la em qualquer campo e em qualquer momento que isso lhes seja pedido.

Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança – Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 a 1981

Sendo dotado de notável sensibilidade artística, Dom Pedro Henrique passou os últimos anos de vida em seu atelier, empenhado em pintar aquarelas sobre motivos da arquitetura tradicional brasileira.

Pode-se dizer que ele foi um dos propulsores da sadia tendência que hoje se faz notar em certos meios culturais e artísticos brasileiros, no sentido de valorizar e preservar a assim chamada “memória nacional”.

Até falecer, em 5 de julho de 1981, em Vassouras, RJ, prosseguiu Dom Pedro Henrique a mesma linha de conduta que caracterizara seus antecessores.

Sem embargo da inalterável disposição de servir o Brasil, manteve modelar observância das leis vigentes, e se absteve sistematicamente de toda tentativa de perturbação da ordem legal em nome de um sentimento monárquico, por certo muito legítimo e digno de respeito, mas cuja efetividade política deveria ser guardada para melhores dias.

Foi nesse espírito que, a uma, a Família Imperial participou das cerimônias de trasladação dos despojos da Imperatriz D. Leopoldina, para o monumento nacional do Ipiranga, em 1954; da Princesa Isabel e do Conde d’Eu, para a Catedral de Petrópolis, em 1971; do Imperador D. Pedro I para o monumento do Ipiranga — onde tanto merecia repousar o proclamador de nossa Independência — em 1972, durante os festejos do sesquicentenário da Independência; e, em 1982, dos restos da Imperatriz D. Amélia, e de sua filha a Princesa D. Maria Amélia, também para o Ipiranga.

Casamento de D. Pedro Henrique com a Princesa D. maria da Baviera, em 1937.

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